NOTÍCIAS SOBRE A IGREJA PELO MUNDO


 
Mórmons se mobilizam em campanha para ajudar CHS
 

Jornal Bom Dia (Sorocaba)

Reinaldo Galhardo

21/4/2006

Cem voluntários e 23 costureiras do Programa Mãos que Ajudam da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias realizaram ontem uma maratona de 8 horas para a confecção de 6 mil peças de lençóis adulto, infantil e de bebê que serão doados e utilizados nas 16 enfermarias do CHS (Conjunto Hospitalar de Sorocaba).

O gesto beneficiará 420 pacientes internados. Os voluntários também produziram jalecos para serem utilizados pelas equipes do centro cirúrgico do Hospital.

Nacional

A campanha arrecadou em donativos 134 mil metros de linha nas cores branca, azul e cáqui e ainda 10 mil metros de tecidos.

Martinha Lopes Ijano Rodrigues, diretora de Assuntos Públicos da Igreja, explicou que o
movimento aconteceu em nível nacional, beneficiando 130 hospitais e envolvendo 60 mil voluntários que produziriam 150 mil peças confeccionadas.

Membro da Igreja Mórmon há 35 anos, Anita Alves da Silva, 58, usava os conhecimentos adquiridos em artesanato para confeccionar os lençóis. “Até o final da tarde devo fazer umas 60 pelas. É bom ajudar as pessoas”, disse.

Elza Prieto, outra voluntária, havia acordado às 6 da manhã para ajudar no carregamento de fardos de tecidos de sua casa até o CHS. “A gente nem vê a hora passar, é gratificante porque estamos ajudando outras pessoas”.

Lençóis duram pouco tempo: 6 meses

As 16 enfermarias do CHS produzem mensalmente a lavagem de 84 mil lençóis numa média diária de 2.800 peças. Em dias de pico esta quantidade pode chegar a três mil peças, trocadas dos leitos de pacientes internados.

A diretora do setor, Maria Helena Martins, explica que por causa do rigoroso processo de descontaminação os lençóis têm duração de apenas seis meses.

“A lavagem é para evitar qualquer risco de contaminação ou infecção hospitalar e, por
isto, passa por vários processos”, explicou ela.

Na manhã de ontem funcionários se desdobravam em diferentes funções de separação,
pré-lavagem, triplo enxagüe, alvejamento, outro enxágüe, desta vez duplo, amaciamento, centrifugação e finalmente a e secagem. O processo pode durar de uma a três horas.


 

MÓRMONS FESTEJAM 70 ANOS DE ATIVIDADES NA CIDADE DE JOINVILLE

 

Jornal de Joinville

Oliver T. Albert

 

Os mórmons de Joinville comemoraram 70 anos de atividades este mês. A festa ocorreu na primeira capela construída na América do Sul, na rua Max Colin, 426, o que significa que os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias começaram a atuar no Brasil a partir de Joinville.


A cerimônia de comemoração no dia 28 foi marcada por palestras de representantes da religião. Além da oratória de Alceu Arndt, ex-bispo da ala Joinville, discurssaram Elder Parrela e o historiador Elder Borges.
Cerca de 600 fiéis e pessoas da comunidade participaram do evento, que durou duas horas. Logo após as palestras, foi passado um vídeo informativo sobre a história dos mórmons. "Fizemos uma festa para registrar os 70 anos da nossa cultura", explica o bispo Marcelo Euzébio da Silva.


Silva informa que o primeiro batismo mórmon aconteceu em 1928, em Joinville. Mas, apesar da cidade ter construída a primeira capela da América do Sul foi em Ipoméia, distrito de Rio das Antas, no Meio-oeste do Estado, onde se começou o núcleo pioneiro. "Porém, foi aqui em Joinville que as obras missionárias e o evangelho foram passados aos fiéis", destaca o bispo.


Ainda segundo o bispo, existem em Joinville 2,5 mil membros. No Brasil, são 700 mil. Os encontros duram em média três horas, divididas em três partes e sempre ocorrem aos domingos.


Na primeira etapa, há o sarcedócio dirigido aos homens e a sociedade do socorro, para as mulheres. Depois vem a escola dominical e, por último, a reunião sacramental. "Para isso seguimos os ensinamentos de dois livros sagrados: a Bíblia e o Livro Mórmon (testamento de Jesus Cristo escrito por antigos profetas)", explica.

 


"Brigada" de lingüistas traduz quase 20 línguas

MICHAEL JANOFSKY
The New York Times

 

Eles trabalham em cima de interceptações que podem ajudar a esclarecer atentados.

 

DRAPER, EUA - Aqui, junto à rodovia estadual mais movimentada de Utah, 40 quilômetros ao sul do centro de Salt Lake City e a quase 3.200 quilômetros do local dos ataques terroristas de 11 de setembro, fica outra espécie de ponto de irradiação das conseqüências.

 

Dentro de um enorme prédio de tijolos que é o quartel da Guarda Nacional de Utah, membros da 300.ª Brigada de Inteligência Militar, um grupo de lingüistas de elite, tenta traduzir milhares de horas de conversas interceptadas, recebidas pela Agência de Segurança Nacional, Agência Central de Inteligência (CIA) e FBI (a polícia federal), como parte das investigações sobre os ataques terroristas do dia 11, informam militares do Exército.

 

Embora unidades semelhantes realizem tarefas idênticas em postos da Guarda Nacional em outros Estados, a brigada de Utah, com quase 1.500 especialistas, é considerada uma das melhores dos Estados Unidos, pois recruta membros da população estadual poliglota por causa do trabalho missionário dos mórmons. Cerca de 70% dos habitantes de Utah pertencem à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e muitos freqüentadores de igrejas aprendem uma segunda ou terceira língua para seu trabalho de missionários no exterior.