ARQUEOLOGIA

 

Algumas das Evidências Arqueológicas Que Surgem Cada Vez Mais Sobre O Livro de Mórmon

 

Explorador menciona evidência do Livro de Mórmon

“Há uma coincidência fora do comum entre a crença Mórmon e minhas próprias descobertas, de que os nativos das ilhas do Sul do Pacífico são descendentes dos habitantes da América do Sul”, declarou Thor Heyerdahl, conhecido etnologista norueguês de nossos dias.

O Sr. Heyerdahl foi o líder da expedição em balsa denominada Kon Tiki; no Oceano Pacífico. Partiu de Gallao, Peru, com 5 exploradores escandinavos numa rude balsa, e depois de 101 dias, chegou às praias das ilhas Ranoia, no arquipélago Tuamotu. A viagem de 6900 quilômetros veio provar que os ancestrais dos polinésios eram descendentes dos primeiros habitantes do continente Americano.

“Embora não faça parte da igreja Mórmon, disse ele, devo admitir que algumas das descobertas que fiz nas ilhas da Polinésia e na América do Sul correspondem ao material contido no Livro de Mórmon.”

“Desde 1937, disse esse jovem cientista norueguês, acreditava haver uma ligação entre os povos da Polinésia e os índios da América do Sul”. (Richard Kasteler, “Explorer’s Findings Match Book of Mórmon.” Deseret News, 7 de abril de 1948, p.19.)

A Pedra de Leí
(Stela 5)

Enquanto Leí e sua colônia acampavam no Vale de Lemuel, às margens do Mar Vermelho, Leí teve uma visão ou sonho muito interessante. Viu uma árvore cujo fruto era muito desejável. Viu também uma barra de ferro que acompanhava um caminho, que conduzia até a árvore. Do lado do caminho, havia um campo grande e espaçoso. Além disso, havia também um grande edifício. O filho de Leí recebeu uma visão subseqüente, na qual lhe foi explicado o significado das coisas que seu pai havia visto. A árvore  representava o amor de Deus, e a barra de ferro simbolizava a sua palavra, aquele que aderisse a ela firmemente, seria conduzido ao lugar onde desfrutaria da alegria do Evangelho. O grande edifício representava o orgulho.

A América Antiga fornece um outro esclarecimento da visão ou sonho sobre a árvore da vida. No ano de 1941, alguns arqueologistas descobriram um monumento de pedra ou estela em Isapa, Chiapas, no sudoeste do México. O monumento mede aproximadamente três metros de altura, 15 mt. De largura e 0,65 mt. de espessura. Os arqueólogos o chamaram de “Estela 5” e publicaram sua descrição em 1943. O Dr. M.Wells Jakeman, do Departamento de Arqueologia da Universidade de Brigham Young ficou impressionado com as semelhanças entre as gravuras desta pedra e o registro das experiências de Leí; fez citações acerca dessas semelhanças em vários livros e artigos seus. Em 1958, arqueólogos da Universidade de Brigham Young fizeram um molde da pedra, e hoje há uma replica da Estela 5 em exposição no Departamento da Arqueologia da B.Y.U..

A gravura aqui apresentada foi tirada de um desenho feito pelo Dr. Jakeman, que ilustra o traçado da gravura na pedra. O traçado que se encontra no centro é uma árvore e ao seu redor, há seis figuras. Um ancião (1) aparece como se estivesse em ato de adoração e instrução, A pessoas sentada atrás dele está segurando um emblema entalhado, acima da cabeça do ancião, simbolizando um crocodilo (2), que na tradição da antiga América, era representado por um hieróglifo, significando “o grande pai”, que se supunha ter vindo com sua família para colonizar a terra logo após um grande “dilúvio” legendário, e considerado um dos primeiros ancestrais dos antigos guatemaltecos. Ademais, um queixo grande é uma das características proeminentes deste hieróglifo; o nome hebraico Leí é definido como queixo, maxilar ou face.

Atrás do ancião, há a figura de uma mulher (3). Seu penteado todo trabalhado é semelhante aos dos representantes da nobreza do Velho Mundo; deve-se lembrar que o nome de Sariá significava “princesa de Jeová”. Uma outra figura grande (4) cuja barba provavelmente significa juventude, parece estar escrevendo. O relato deste sonho foi escrito por Néfi. O Livro de Mórmon descreve-o como sendo “muito jovem, mas de grande estatura”. Na escultura, o ornamento de sua cabeça se assemelha ao do deus egípcio. Néfi, o jovem parece estar sendo atendido por um outro (5), que poderá corresponder a Sam, citado no Livro de Mórmon. Finalmente, duas outras (6 e 7) figuras estão mais perto do ancião, sugerindo talvez prioridade na família; ao mesmo tempo, contudo, suas costas estão voltadas para a árvore, o que pode simbolizar um ato de rejeição ao que ela representava. O paralelo entre Lamã e Lemuel é evidente. Um dos pontos mais salientes na gravura original da pedra é a de um bosque (8) que pode ser uma representação da barra de ferro. (Richard O. Cowan, “The Lehi Stone (Stela 5),” (Instructor 103:132-133 – Março de 1968).

“E disse-me o anjo:… Sabes tu o significado da árvore que teu pai viu? E eu lhe respondi, dizendo: Sim, é o amor de Deus que se derrama nos corações dos filhos dos homens; é, portanto, a coisa que mais se deve desejar. (1 Néfi 11:21,21).

E aconteceu que percebi que a barra de ferro...era a palavra de Deus, que conduzia à fonte de águas vivas, ou à árvore da vida...E aconteceu que vi, e testemunho que o enorme edifício representava o orgulho do mundo...” (1 Néfi 11:25,36).

Richard O. Cowan

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