URIM E TUMIM


 

Joseph Smith recebeu o Urim e o Tumim de Morôni (o último escritor do Livro de Mórmon), que os tinham escondidos juntamente com as placas, em sua época, para vir à luz nos últimos dias como o meio para traduzir os antigos anais. Essas duas sagradas pedras, por sua vez, tinham sido trazidas para as Américas pelos Jareditas. Segundo O Livro de Mórmon, Leí e sua família não foram os primeiros Hebreus a chegarem aqui na América (por volta de 600 A.C.). Antes deles, os Jareditas, como assim são identificados no Livro de Mórmon já tinham aportado aqui logo após a confusão das línguas na Torre de Babel. O livro de Éter (no Livro de Mórmon) registra esta história. O Senhor primeiramente tinha dado o Urim e Tumim ao irmão de Jared que o trouxe consigo para este continente.


O Livro de Mórmon assim registra: “E eis que quando vieres a mim escreverás estas coisas [revelações] e as selarás, a fim de que ninguém as possa interpretar; porque tu as escreverás em linguagem que ninguém possa ler. E eis que estas duas pedras eu tas darei, e tu as selarás conjuntamente com as coisas que escreveres. Pois eis que a língua em que escreverás foi confundida; portanto farei com que, no meu devido tempo, estas pedras magnifiquem aos olhos dos homens as coisas que escreveres. E o Senhor lhe disse: Escreve estas coisas e sela-as e eu as mostrarei aos filhos dos homens no meu devido tempo. E aconteceu que o Senhor lhe ordenou que selasse as duas pedras que lhe tinha entregado e que não as mostrasse a ninguém, até que, futuramente, as manifestasse aos filhos dos homens” (O Livro de Mórmon | Éter 3:22-24, 27-28).

Portanto, o Urim e Tumim dados ao irmão de Jared foram preservados para traduzir o registro, tanto dos jareditas (que chegaram primeiro nas Américas) para os nefitas, quanto dos nefitas (os descendentes de Leí que saíram de Jerusalém em 600 A.C.) para toda a humanidade nesses últimos dias, reunidos num só volume e conhecido como O Livro de Mórmon.


Vale ressaltar ainda que existiram dois conjuntos de Urim e Tumim. Um entre os Hebreus de posse dos Profetas daquela região e outro aqui nas Américas trazidos pelos Jareditas. Já na época da revolta de Massada, o Urim e Tumim dos Hebreus, já tinha sido perdido desde o desaparecimento da arca da aliança, uns 600 anos antes de Cristo. O conjunto pertinente às Américas permaneceu mais tempo lá até que Morôni, o ultimo dos nefitas, por volta de 400 D.C., época em que, sob mandamento do Senhor, o enterrou junto com as placas para ser trazido séculos depois ao Profeta da restauração de todas as coisas, Joseph Smith.

As placas registraram o uso do Urim e Tumim nas Américas: “Ora, Amon disse-lhe: Posso indicar-te com segurança, ó rei, um homem capaz de traduzir os registros; porque possui algo com que pode olhar e traduzir todos os registros da antigüidade; e é um dom de Deus. E esses objetos são chamados intérpretes e nenhum homem os pode olhar, a menos que lhe seja ordenado, para que não procure o que não deve e pereça. E quem quer que receba ordem para olhá-los é chamado vidente” (O Livro de Mórmon | Mosias 8:13)
 


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