NOTÍCIAS DO MUNDO RELIGIOSO


Matérias veiculadas sobre religião

- Igrejas de Brasileiros nos E.U.A: Assembléia de Deus, a maior rede

- Pregações televisivas servem para quê?

- Igrejas evangélicas terão grife de produtos para aumentar receita

- Filme: Um conhecido Pastor ensina "As Técnicas de Como Tirar Dinheiro do Povo"

(o evangelho que virou comércio)

- Metodistas abençoam homossexuais

- Lésbica substitui pastor gay em igreja


 

Assembléia de Deus, de Boston, é a maior rede

Fonte:

 O Estado de São Paulo,

(17/01/99, pg. A12)

 

"[...] Os pastores formam um rebanho desorganizado. Eles têm várias associações, fajutas, criadas exclusivamente para garantir que um não vai atacar a base de operações do outro. Mesmo assim, às vezes eles dão trombadas.

Em Newark, cidade-dormitório para brasileiros que trabalham em Manhattam, existem nada menos que 22 templos concentrados num raio de 15 quilômetros.

No domingo passado [isto é, em 10.01.1999], um novo templo foi erguido na cidade. Outro deve ser aberto hoje, 17.01.1999. E, na semana que vem, mais um. A gulosa Universal também já está atacando no pedaço: comprou um restaurante e a igreja da Rua Ferry, iniciando cultos no ano-novo.

Em Astoria, o bairro que mais concentra brasileiros em Nova York, há 16 casas de oração, das 54 nova-iorquinas.

Na Flórida, 75. Em Los Angeles, entre 30 e 35.

Em Atlanta, há 5. As demais espalham-se de Washington a Hyannis Port, o retiro exclusivo da família Kennedy - destaque de originalidade para a igrejinha do pastor Eugênio Piacentini, pregando em Modesto City.

O congestionamento máximo é em Framingham, com 14 em torno da estação de trem. Três estão na mesma calçada: Shalom, Misericórdia e Missioneira. No outro lado da rua, está a do presbítero Pablo Aponte.

São tantas as igrejas que os fiéis as diferenciam pelo nome dos pastores: igreja do Elias, do Murilo, do Devoncir, da Maria, da Teresinha."

"O público-alvo das igrejas são os recém-chegados. Depois de integrados a um templo, ou "conquistados para Cristo" no jargão pentecostal, os fiéis passam a sustentá-lo, com os dízimos sugeridos pelo velho profeta Malaquias. [...] Segundo uma pesquisa da Comunidade Cristã Presbiteriana de New Jersey, cada crente oferta US$ 33,00 por culto semanal - equivalente a seis horas do salário mínimo local. Em média, as igrejas pequenas, com 150 fiéis cada, arrecadam US$ 200 mil anuais. [...]"

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Pregações Televisivas Servem para quê?

Ana Paula Ramos

 Fonte: Site Comunique-se, 7/11/2003

 

Vale lembrar que a televisão brasileira começou com um padre, o Frei Mojica. Este surgiu no vídeo cantando seus antigos sucessos, na primeira transmissão da TV Tupi de São Paulo, em julho de 1950.

Uma década à frente, figuras de televangelistas, como Rex Humbard, Jimmy Swaggart, Pat Robertson e Benhard Johnson se tornaram "parte da família" de milhares de lares brasileiros. Os programas eram transmitidos geralmente aos sábados ou domingos pela manhã, campeões de audiência entre o público cristão. Suas características? Carisma, eloqüência, emoção. Enfim, comunicadores em potencial.

Nos Estados Unidos, a igreja eletrônica ganhou força na década de 60, no meio da tensão e confusão social causada pela Guerra do Vietnã. Geralmente as igrejas ficavam repletas depois de abalos como este. As pessoas buscavam paz e segurança em Deus. Essa explosão foi reflexo da insegurança da época, como ocorreu após o atentado terrorista de 11 de setembro.

Com a onda de religiosidade e misticismo exacerbada, os pastores perceberam que a TV era uma forma eficaz para alcançar maior número de pessoas. A pregação passaria a ser em larga escala, alcançando mais resultados que os cultos. Com todo o clima a favor das igrejas, a idéia rapidamente se alastrou pelos Estados Unidos e por todo o mundo, até chegarem ao Brasil.

O pioneiro

O pastor Rex Humbard era mais que um pastor, um gênio de acordo com Carlos Cabral, em artigo para a revista eletrônica Telecentro. Conseguia reunir multidões nos estádios e auditórios. Sua função era pregar, gritar, chorar e arrecadar dinheiro, é claro.

Humbard foi o primeiro a deixar sua marca na TV brasileira. Sua pregação era conservadora e seu discurso baseado nos valores familiares. Como testemunho, sua família também participava dos programas. Maudee Aimee, seus dez filhos e dezenas de netos, todos em trajes comportados, cantavam hinos com o pregador.

Seu apogeu foi marcado em 1982 quando colocou 180 mil pessoas dentro do Maracanã, no Rio. Rex Humbard também ficou famoso por ter sido o pastor de Elvis Presley em seus últimos anos de vida e juntamente com o reverendo C. W. Bedley dirigiu a cerimônia fúnebre do cantor.

Foi Humbard que trouxe a benção do copo d'água a distância. Usada até hoje num dos programas da Record, em que um pastor abençoa o copo com água de todos os telespectadores. Ele começou sua carreira na Tupi, mas com o fechamento da TV outros canais começaram a transmitir seus programas.

Digno de Hollywood

Com o tempo, apareceram alguns sucessores. Surgia no vídeo de outras emissoras mais um pastor. O principal dele era Jimmy Swaggart, o showman da fé. Ele viajava o mundo fazendo seus milagres.

Com seu um metro e oitenta, cabelos louros e pelo jeito bem "enxuto" como diriam algumas fiéis - ou fãs, como queira -, Swaggart também conquistou multidões com seu talento. Além de pregar, ele cantava, chorava, gesticulava e fazia suas interpretações diante das câmeras. Quando Swaggart esteve no Maracanã, em 1987, teve direito a limusine, batedores, camarim, plumas e paetês. Um verdadeiro astro hollywoodiano.

Ele era pastor da Assembléia de Deus em Baton Rouge, Chicago. Sua pregação, carregada de apelo emocional, transmitia a ideologia norte-americana. Além de pregar contra o comunismo, Swaggart financiou a campanha contra o governo sandinista da Nicarágua.

Houve até comentários que ele seria o sucessor natural de outra figura do televangelismo, o pastor batista Billy Graham, que viajou o mundo fazendo seus programas religiosos e se consagrando uma mega-estrela deste segmento.

Escândalos

Em 1981, surgia Roberto Lemgruber. Na verdade, ela era mais milagreiro que pregador. Curava cegos, surdos e mudos e aumentava audiência do programa O Povo na TV, no então recém-nascido SBT. Até que alguém descobriu o farsante. Suas curas não eram verdadeiras. Lemgruber fez seu último "milagre" e desapareceu.

Com o passar do tempo, escândalos como este foram surgindo. Além das farsas, problemas financeiros e morais marcaram o fim da igreja eletrônica. Ao contrário de Billy Graham, que manteve sua integridade pessoal, Jimmy Swaggart se envolveu em um escândalo sexual de repercussão mundial. Depois de comprar briga com o pastor Bakker, acabou pagando o preço. O pastou flagrou Swaggart entrando num motel com diversas prostitutas. Diante da cena, ele só teve o trabalho de confessar. O programa logo saiu do ar no Brasil. Este foi só um dos casos.

Mesmo que a igreja eletrônica da década de 60 e 70 tenha desaparecido, ela foi a grande propulsora dos programas evangélicos que invadem a TV atualmente. O televangelismo deste pastores foi também precursor do surgimento de uma igreja que em 1977 surgiu para revolucionar tudo o que existia na TV.

Começando no subúrbio do Rio, o famoso bispo Edir Macedo Bezerra passou a ocupar os horários das rádios e televisores do País. Algum tempo depois, a Igreja Universal do Reino de Deus comprou um canal na TV aberta e passou a concorrer com as grandes emissoras.

Assim, a religião se tornou parte da indústria cultural. Uma coisa é certa: quanto mais sentidos são estimulados numa pessoa, menos eficaz é a mensagem. A TV, em certo sentido, atinge todos. A mensagem é tão mastigada e pronta que não permite uma mínima reflexão. Assim, as igrejas começaram a trabalhar como uma empresa. E como a indústria cultural faz da cultura, um bem que se vende para a obtenção de lucro.

Os dados históricos desse artigo basearam-se na reportagem "Você se lembra deles?", da revista Eclésia (março/03), na matéria "Erguei as mãos", da revista eletrônica Telecentro, e no artigo "Os discursos alternativos", de Luiz Roberto Benedetti, na revista Comunicarte.

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Igrejas evangélicas terão grife de produtos para aumentar receita

Além do dízimo e das ofertas voluntárias dos fiéis, as igrejas evangélicas deverão contar com uma nova fonte de receitas a partir de 2006: o licenciamento de uma grife batizada de Lar Evangélico, que estará presente em produtos que vão de gêneros da cesta básica até brinquedos.

O selo da nova marca Lar Evangélico
Para incentivar o consumo desses produtos, as igrejas evangélicas vão receber metade dos lucros líquidos obtidos com os royalties do licenciamento da marca. As embalagens dos produtos trarão selos que deverão ser recortados pelos fiéis e depois levados às igrejas. A contagem desses selos vai determinar o total de royalties que caberá a cada entidade evangélica cadastrada.

Doze empresas já estão licenciadas para produzir mais de 1.200 itens com o nome Lar Evangélico. A marca é de propriedade da Stone Tree, empresa que organiza o projeto.
A partir de novembro, a campanha institucional da nova marca vai chegar aos meios de comunicação, principalmente em programas evangélicos de TV e rádios voltadas para esse público. Os primeiros produtos, no entanto, só chegam às gôndolas dos supermercados em janeiro, segundo o proprietário da marca, Ricardo Barbosa Lima.

O proprietário da marca, Ricardo Barbosa Lima, e o sócio e diretor da Marcas Licenciamentos e Marketing (empresa que irá gerir em conjunto com a Stone Tree o projeto da nova marca), José da Rocha Neto, apostam também no potencial do mercado consumidor entre os evangélicos: pesquisas realizadas pela Stone Tree nos últimos três anos mostram que o Brasil tem mais de 40 milhões de evangélicos e que a qualidade de vida desses fiéis tem crescido rapidamente.
A última estimativa do número de evangélicos no país --feita em 2000 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)-- já contava pelo menos 26,2 milhões de pessoas, correspondente a 15,41% da população brasileira até então distribuídas em ao menos 17 denominações evangélicas.

Neto disse que diversas lideranças evangélicas foram convidadas a participar do negócio, mas que a Assembléia de Deus, que responde por cerca de 60% desses fiéis, deve ser o principal mercado.

A estrutura preparada por Lima para o lançamento da nova marca também deverá contar com um "call center" para atender os consumidores dos produtos da marca. Lima avalia que apenas na Grande São paulo haja entre 15 mil e 18 mil igrejas evangélicas. Ele disse que a proposta da nova marca foi bem recebida entre os líderes das principais denominações evangélicas.

O pastor da igreja Assembléia de Deus, Jabes Alencar, lembra o cunho social do projeto. "A gente vê pela estrutura do projeto que ele não tem somente esse interesse financeiro, o que é muito justo. É lindo ver nesse projeto esse lado social, de retorno para a própria igreja", disse Alencar.
 

 

Folha On-line,

14/10/2005

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Filme: Um conhecido Pastor ensina "As Técnicas de Como Tirar Dinheiro do Povo"

(o evangelho que virou comércio)

Quando nos deparamos com pregações televisivas, nas quais um ministro evangélico, "Em nome de Jesus" exorta o povo a viver o evangelho, muitos desconhecem o que realmente se passa por trás daquele "Show de fé".

Munidos de técnicas psicológicas de movimentação em massa e apelo ao emocional, aqueles pastores, sejam em frente a televisão ou em seus cultos, escondem o verdadeiro sentido de suas pregações, qual seja, o de literalmente subtrair dinheiro de um povo sofrido e assim pré-disposto a aceitar a - ainda que pretensa - primeira ajuda que aparecer.

O filme de pouco mais de 3 minutos mostra como são essas técnicas que apesar de serem ensinadas por um famoso pregador aos seus pastores, certamente, com poucas diferenças, é praticado pelas diversas igrejas que se utilizam das mesmas técnicas para enganar astuciosamente o povo.

 

Sobre isso, O Livro de Mórmon, já nos ensinava:

 

"E os gentios ensoberbecem-se no orgulho de seus olhos e tropeçam por causa da sua grande pedra de tropeço, de modo que constroem muitas igrejas; não obstante, menosprezam o poder e os milagres de Deus e pregam a si mesmos sua própria sabedoria e seu próprio conhecimento, a fim de obter lucro e oprimir os pobres." (O Livro de Mórmon | 2 Néfi 26:20)
 

"Pois acontecerá nesse dia que as igrejas que forem estabelecidas, mas não para o Senhor, dirão umas às outras: Eis que eu, eu sou a do Senhor! E as outras dirão: Eu, eu sou a do Senhor! E assim dirão todos os que estabelecerem igrejas, mas não para o Senhor". (O Livro de Mórmon | 2 Néfi 28:3)
 

"Roubam os pobres por causa de seus belos santuários; roubam os pobres por causa de suas ricas vestimentas; e perseguem os mansos e os de coração contrito, porque estão inchados de orgulho." (O Livro de Mórmon | 2 Néfi 28:13)


"Pois rapidamente chegará o tempo em que todas as igrejas que foram estabelecidas para obter riquezas; e todas aquelas que foram estabelecidas para obter poder sobre a carne; e as que foram estabelecidas para se tornarem populares aos olhos do mundo; e aquelas que procuram a concupiscência da carne e as coisas do mundo e praticam toda sorte de iniqüidade; sim, enfim todas aquelas que pertencem ao reino do diabo são as que devem temer e tremer e estremecer; estas são as que serão abatidas até o pó; estas são as que serão consumidas como restolho; e isto de acordo com a palavra do profeta." (O Livro de Mórmon | 1 Néfi 22:23)

Clique aqui para ver o filme

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Metodistas abençoam homossexuais

 

Os metodistas poderão ser os primeiros a abençoar uniões homossexuais na Inglaterra, dentro da nova lei que entra em vigor no dia 5/12, que cria o status legal de "casal civil" e confere ao casal homossexual muitos dos direitos até então limitados a casais heterossexuais.

A Conferência Metodista discutirá no próximo mês a possibilidade de oferecer este tipo de serviço às pessoas que o solicitarem.

A Igreja Metodista é a terceira mais importante no Reino Unido e reúne 300 mil fiéis. Há 12 anos, os metodistas encomendaram um estudo sobre a sexualidade e o resultado desta pesquisa será discutido na conferência, que acontecerá na localidade inglesa de Torquay, no sudoeste do país.

Segundo o jornal The Times, que teve acesso a uma minuta do relatório, a maioria dos metodistas considera que a Igreja não deveria expulsar ninguém por causa de sua orientação sexual.

Fonte:UOL
12/05/2005

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Lésbica substitui pastor gay em igreja

 

O Bispo Elias Galvan, da União das Igrejas Metodistas dos EUA, nomeou a Rev. Katie Ladd para uma igreja na cidade de Seattle. Ladd substituirá o pastor Mark Willians, que revelou ser gay em 2001 e que está deixando seu posto porque defenderá tese na Universidade de Washington.

Ladd, 35, disse que focará no seu trabalho e não quer causar mais divisões na Igreja. Não quero estar no centro de nenhum furor, disse ao jornal The Seattle Times. Eu quero ser a melhor pastora para as pessoas que freqüentam a Igreja e para aqueles com que trabalho.

Ladd disse que se assumiu há três anos porque o momento parecia apropriado e oportuno para fazer valer minha voz nas discussões que tivemos na conferência anual sobre a questão da homossexualidade. Quis ser honesta com a minha congregação e com meus colegas. Ela não acredita que tenha violado as leis da Igreja.

Fonte: UOL
13/05/2005

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