JOSEPH SMITH

Tradução das Placas


Alguns críticos têm citado, até em tom de ironia, que o Profeta Joseph Smith usava um espécie de "chapéu" para fazer a tradução das placas do Livro de Mórmon. Leia a declaração de sua esposa sobre isso.


 

Há varias descrições de pessoas que presenciaram a tradução. No começo, Joseph  parece que fez mais uso do Urim & Tumim. Depois que Morôni retirou-lhe as placas e os intérpretes, ele usou mais a pedra do vidente.

Após desenvolver o método da tradução por revelação, Joseph passou a ditar o texto em algumas ocasiões especiais sem nem mesmo precisar das placas, contudo as placas de fato geralmente estavam lá.

Veja a declaração de Emma Smith, no final de sua vida em um diálogo com seu filho:

Pergunta: "Está certa de que ele tinha as placas durante o tempo em que escrevia para ele?"

Resposta: "As placas freqüentemente ficavam sobre a mesa sem qualquer tentativa de ocultá-las, envolvidas num pequeno forro de linho que eu lhe dei para embrulhá-las. Elas pareciam flexíveis como um papel duro e tiniam com um som metálico quando as bordas eram movidas pelo polegar, como uma pessoa fazem com as páginas de um livro."

Pergunta: "Onde meu pai e Oliver escreviam?"

Resposta: "Oliver Cowdery e seu pai escreviam na sala onde eu trabalhava."

Pergunta: "Não poderia meu pai haver ditado o Livro de Mórmon para a senhora, ou para Oliver Cowdery, e outros que escreveram para ele, após ter escrito ou tendo primeiramente lido a história de algum outro livro?"

A resposta aqui é propositadamente forte, mas creio que isso proporciona algo muito importante. Ela diz: "Joseph Smith não conseguia ditar ou escrever de forma ordenada e coerente uma carta sequer, muito menos ditar um livro como o Livro de Mórmon. Embora eu fosse participante ativa nas situações e estivesse presente durante a tradução das placas, e tivesse conhecimento das coisas como transpareceram, é algo maravilhoso para mim, uma maravilha e um assombro tanto quanto para qualquer pessoa."

Pergunta: "Devo supor que a senhora poderia ter descoberto as placas e examinado-as."

Sua resposta: (isto, acho, reflete em sua própria fé de forma interessante): "Eu não tentei manusear as placas além do que lhe falei, nem mesmo as descobri para vê-las. Eu satisfazia-me saber que era um trabalho de Deus e, assim sendo, não senti que fosse necessário proceder dessa forma."

Nesse momento seu marido, Major Bidemon (após a morte de Joseph, Emma, tornou a casar), perguntou: "O Sr.Smith proibiu-a de examinar as placas?"

E ela respondeu-lhe: "Não, ele não o fez. Eu sabia que ele as possuía e não estava particularmente curiosa a respeito delas. Eu as mudava de lugar para lugar sobre a mesa à medida que fosse necessário ao fazer meu trabalho de casa."

Bem, numa outra parte da mesma entrevista penso que também refletia um pouco de seu testemunho, tanto quanto nos proporciona uma visão desses eventos grandiosos.

Esta pergunta agora é de seu filho Joseph III: "Mãe, qual é sua crença a respeito da autenticidade e origem do Livro de Mórmon?"

"Minha crença é que o Livro de Mórmon é de autenticidade divina. Eu não tenho a menor dúvida a esse respeito. Eu estou satisfeita [por saber que] nenhum homem poderia ter ditado e escrito o manuscrito a menos que estivesse inspirado. Pois, quando estava servindo de escrevente, seu pai ditava para mim, hora após hora, e quando voltávamos após as refeições, ou depois de interrupções, ele reiniciava imediatamente da parte onde havia parado, sem ver o manuscrito ou ouvir qualquer parte disso lida para ele; isso era algo comum que ele fazia. Parece-me improvável que homens letrados possam fazer isso, e para alguém com pouco preparo como ele então, seria inteiramente impossível."

 

Colaboração Marcelo Silva


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