O MAR DA VIDA

I. B. IRINEU (membro da Igreja em Curitiba/Brasil)

 


O texto abaixo está no diário do autor. Foi feita somente algumas supressões para manter o foco na mensagem central que está sendo compartilhada.

 

No mundo em que vivemos, as coisas nem sempre são o que parecem. Às vezes não nos damos conta das forças terríveis que nos influenciam. As aparências podem ser muito enganosas.

 

Há alguns anos, tive uma experiência com falsas aparências cujos resultados poderiam ter sido trágicos.

 

Fizemos um passeio de jangada no Nordeste, mas precisamente na bela Fortaleza. Em certa altura no mar, o jangadeiro disse: Quem quiser pular aqui, pode. O mar está tranqüilo e sem perigo e há coletes para todos.

 

Estávamos em 10 pessoas. Todos pularam. Apesar de ter curso de natação, ver a mansidão do mar e mais as palavras do jangadeiro, fui o último a pular.

 

Em alto mar - não sei se alguém já esteve dentro d’água assim -  vc rapidamente pode se distanciar da jangada puxado por uma ou outra corrente marítima. E foi o que ocorreu comigo.

 

Aquele mar, aparentemente tranqüilo, começou a levar-me calma e sutilmente para cada vez mais longe da segurança da jangada. Em questão de segundos eu já estava a vários metros da jangada. Dentro da água não se percebe muito bem à distância, da mesma forma, como se estivesse na superfície. Vc não consegue mensurar a real distância. Quando percebi estava longe da jangada.

 

O mar continuava tranqüilo, mas eu estava cada vez mais me distanciando da segurança da jangada...

 

Ao sentir o real perigo no qual me encontrava, acenei para a jangada pedindo ajuda. Foi-me lançada uma corda muito forte que flutuava sobre água. Nadei até ela e agarrei-a puxando-a para retornar com segurança à jangada.

 

Aprendi com essa experiência, dentre outras coisas, que quando trilhamos nosso caminho pela vida, devemos estar continuamente vigilantes e atentos a coisas enganadoras e que às vezes nos prendem pelas boas aparências. Se não formos cuidadosos, aquela aparência de bem pode ser tão mortal como aquele mar.

 

Uma das "Aparências de Tranqüilidade" são as táticas furtivas do Adversário que buscam fazer-nos acreditar que quebrar esse ou aquele pequeno mandamento é algo aceitável; mentir de vez em quando, pode; deixar de orar porque temos "algo mais importante" para fazer naquele momento também não trás nenhum prejuízo; não ler as escrituras, porque não encontramos tempo é algo aceitável e sem problema algum, afinal Deus ta vendo a nossa falta de tempo...

 

O "mar das aparências" de que somos "homens de Deus" vai aos pouquinhos nos arrastando para longe da segurança de Cristo e se deixarmos que isso continue, poderemos ser tragados por este mundo de concupiscências e maldades do qual estamos rodeados e sempre pronto a nos distanciar de Cristo - sem que percebamos - e a nos tragar quando estivermos completamente fracos...

 

Sou grato por aquela corda. Por ter tido forças em atirar-me nela e alcançá-la.

 

Espero que possamos ter sempre essas cordas a nossa volta. Espero poder sempre encontrar amigos que a joguem. Espero sempre ter a capacidade e força para alcançá-la a fim de evitar o engano da fácil aparência, do caminho tranqüilo e belo que às vezes nos reservam dificuldades enormes e profundas. Espero também, já na "jangada", ajudar a todos que de mim esperam a mesma coisa...

 

Espero sempre em meu Pai Celestial e em seu imensurável amor e misericórdia para capacitar-me, para entender-me, para socorrer-me em minhas dificuldades e provações nesse sutil e perigoso mar da vida.

 

Obrigado pela atenção e pelo espaço em poder compartilhar essa experiência pessoal com todos.

 

Um abraço,

 

Irineu

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