O BATISMO PELOS MORTOS

 


 

Capítulo 01

 

--- Original Message -----

From: Vera Brito

To: defesadafe@yahoogrupos.com.br

Sent: Wednesday, August 21, 2002 9:13 AM

Subject: Re: [Defesa da Fe] > Injusta e escandalosa


 

PAZ, irmãos!

 

Eu já pensei como essa jornalista, que a graça de Deus era uma coisa injusta, já que o ser humano seria salvo sem ter feito nada para isso. Eu não compreendia que aceitar Jesus era o algo a ser feito, e no meu orgulho era difícil entender que a salvação estava nas mãos Dele, não nas minhas... Mas ainda tenho uma dúvida que gostaria de esclarecer com vcs...

 

O Brasil é um país onde todos já ouviram falar de Jesus, somos um país com maioria católica e com um grande crescimento do protestantismo. Mesmo assim, mesmo ouvindo falar de Jesus, ainda é muito difícil aceitá-lo (única forma de salvação). Então, como ficam os países muçulmanos, por ex, onde quase não há cristãos? Como uma família por ex xintoísta poderá se salvar, se nunca sequer ouviu falar de Jesus, e se ouviu, foi rapidamente, já que em seu país, em sua comunidade, a religião tida como verdadeira é a que professa? Deus seria injusto de fazer pessoas nascerem em locais ou comunidades onde não teriam acesso ao chamado de Jesus, à salvação? E os índios, por ex, que nasceram no Brasil antes da vinda dos portugueses, os astecas que faziam sacrifícios humanos antes da chegada dos espanhóis, como eles poderiam ser salvos se nem chegaram a saber da existência de Jesus?

 

Pergunto isso pq é um dos principais argumentos dos espíritas para a não aceitação da crença na salvação pela Graça...

 

Paz em Cristo,

 

Vera

 

----- Original Message -----

From: IRINEU2

To: defesadafe@yahoogrupos.com.br

Sent: Wednesday, August 21, 2002 11:59 AM

Subject: [Defesa da Fe] Quem não ouviu de Jesus


 

Como símbolo da morte e Ressurreição de Cristo (Romanos 6:3-6), Paulo afirma em sua epístola ao Romanos que todos eles haviam feito o convênio de andar em novidade de vida, após essa ordenança de novo nascimento espiritual.

Aqueles que não tiveram oportunidade de serem batizados (realizar esta ordenança aqui na Terra), poderão recebê-la por procuração, por entes queridos que possam vicariamente fazer por eles. Esta prática era conhecida pela Igreja Primitiva, e citada por Paulo como argumento a favor da ressurreição em 1 Cor. 15:29.

Tal prática é citada também nos antigos livros contemporâneos aos primeiros cristãos "Pastor de Hermas e Evangelho de Nicodemos". Era prática comum entre os Cristãos Cerintianos e Marcionitas do segundo século. Tal prática era comum na Igreja cristã Copta (Egípcia) até o século V, quando foi suprimida pela Igreja de Roma.

Hoje, essa prática é realizada pelos cristãos Mandeus da Síria.

Hebreus afirma que após a morte haverá um julgamento final, contudo a escritura nada fala sobre o interlúdio entre a morte e a ressurreição, se será possível alguém ouvir o evangelho e ser convertido neste ínterim.

Em I Pedro 3:18-20 fala que Cristo foi e pregou aos espíritos em prisão (cumprindo assim a profecia de Isaías de que o Messias libertaria os cativos (da prisão espiritual, no Hades) – Isaías 42:6-7).

I Pedro 4:6, lemos que o evangelho também foi pregado aos mortos para que estes fossem preparados para o Grande julgamento final, conforme citado em Hebreus.

João citou que chegaria o tempo em que os estivessem nas sepulturas ouviriam a sua voz João 5:28, e Jesus disse que aquele que escutasse a sua voz, ainda que estivesse morto, viveria João 11:25-26 (infelizmente algumas traduções em português tiram o sentido "dos mortos ouvindo a palavra de Deus...").

Cristo falou que sua Igreja transporia as portas do Hades (traduzido infelizmente como inferno, em Português) – Mateus 16:18,19, que significa que sua Igreja e pregação continuariam no mundo dos espíritos (tradução grega para Hades) e que as chaves dadas a Pedro tinham o poder de ligar e desligar entre estes dois mundos (versículo seguinte).

Assim a doutrina do Batismo pelos mortos é uma extensão da doutrina da pregação e formação da Igreja de Cristo no mundo espiritual, proporcionando as ordenanças necessárias àqueles que nunca tiveram uma oportunidade de ouvir o evangelho nesta Terra.

Afinal quantas pessoas morreram sem nunca conhecer ou ouvir falar de Cristo? Seriam eles condenados por nunca tê-lo aceitado como seu Salvador...“pois a vida eterna é esta, que te conheçam a ti como único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem enviaste” João 17:3.

Um melhor entendimento desse assunto, mostra que Deus se lembrará de todos os seus filhos e proporcionará um meio adequado para que todos tenham uma “real” chance ou oportunidade de aceitar ou rejeitar o evangelho.

Um abraço,

Irineu

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From: Defesa da Fé (UOL)

To: defesadafe@yahoogrupos.com.br

Sent: Wednesday, August 21, 2002 2:03 PM

Subject: Re: [Defesa da Fe] Quem não ouviu de Jesus

 

Irineu, paz.

 

Respeito sua colocação, mas quero questioná-lo respeito do assunto "batismo por procuração, ou batismo pelos mortos". Segue abaixo um pequeno texto a esse respeito que é a posição evangélica sobre esse assunto.

 

Pr. Norberto

Moderador

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Batismo Pelos Mortos:  É o batismo por procuração -  alguém pode ser batizado em favor de uma pessoa morta. Trabalham para levantar a genealogia de pessoas com o propósito de batizar seus antepassados. Costumam usar I Coríntios 15:29 para substanciar essa crença de batizar pelos mortos.

O tema do capítulo 15 é a ressurreição, pois ainda havia confusão na Igreja de Corinto sobre essa doutrina. O apóstolo Paulo mostra que até os de fora, que não conhecem a Cristo, admitem a doutrina da ressurreição, caso contrário não se batizariam pelos mortos. Por isso dizemos que essa doutrina mormonista, de se batizar pelos mortos, não é cristã. Veja que o apóstolo usa a terceira pessoa do plural “os que se batizam pelos mortos”. O apóstolo não se identifica com esse grupo de pessoas. A Palavra de Deus é claríssima quanto ao fato depois da pessoa morrer: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo”. (Hebreus 9:27). Depois da morte vem o juízo e ponto final não tem mais jeito. Sabemos que, provavelmente, foi Paulo o autor da carta aos Hebreus e ele não iria se contradizer em uma doutrina Bíblica. Se a interpretação dos mórmons for correta a Bíblia estará se contradizendo e é lógico que isso não acontece. Na verdade o que acontece no meio mórmon é mais uma prática maligna para desvirtuar as pessoas da necessidade de ter um compromisso hoje com Deus.

 

Cap. 02