O BATISMO PELOS MORTOS

 


Capítulo 24

 

----- Original Message -----
From: irineu
To: defesadafe@yahoogrupos.com.br
Sent: Wednesday, December 25, 2002 11:48 AM
Subject: [Apologética Aplicada] Batismo Pelos Mortos

 
Prezado Pastor Airton,
 
Desculpe-me pelo uso do termo "alguns" e "muitos" em relação aos sonhos que o senhor tanto evidenciou em suas respostas sobre o tema batismo pelos mortos. Deixo claro que usei "indefinidamente" (sem perceber a importância que seria dada) os dois termos, pois o foco principal de nosso dialogo não é se muitos ou alguns sonham, mas é sobre o batismo pelos mortos.
 
Não busquei denotar, mas conotar o contexto de sonho, pois isso, repito, é secundário sobre o que estamos conversando. Mais uma vez, desculpe-me se isso causou um desvio do assunto principal que é o batismo e o batismo pelos mortos como sendo uma ordenança sagrada e necessária a salvação, ou não.
 
Se entendermos que essas ordenanças são corretas, verdadeiras como assim acredito, a questão se "alguns" sonham ou "muitos" sonham será secundária, não é mesmo? Por isso, aguardo seus sinceros comentários as perguntas que lhe fiz sobre esse assunto.
 
Além disso, Pastor Airton, os sonhos não são tão descartáveis assim se considerarmos as palavras de Joel 2:28: "Acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos anciãos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões",
 
confirmados em:
 
Atos 2: 17 "E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos mancebos terão visões, os vossos anciãos terão sonhos"
 
E ainda sobre o fato que usei de aludir a pregação com o batismo, permita deixar claro que não estou criando um ambiguidade entre ambas, mas simplesmente ratificando que quando um pregador sai a pregar, ele não sabe quem vai aceitar a mensagem, mas ele vai assim mesmo e prega na fé e na obediência a ordem de Jesus...
 
O mesmo ocorre com a ordenança do batismo realizada em favor dos mortos. Não sabemos quem crerá, entretanto a faremos, pois aqueles que a crerão no mundo espiritual, certamente precisarão dessa ordenança para retornar a presença de Deus.
 
É apenas isso que estou a dizer, ou seja, que realizamos a ordenança em favor dos mortos com o mesmo princípio e fé de alguém que sai a pregar. Apenas isso que desejei referenciar ou comparar.
 
Fraternalmente,
 
Irineu

 

----- Original Message -----
From: Airton Evangelista da Costa
To: defesadafe@yahoogrupos.com.br
Sent: Wednesday, December 25, 2002 6:55 PM
Subject: Re: [Apologética Aplicada] Batismo Pelos Mortos
Amado Irineu,
 
Dou por encerrado o assunto relativo aos sonhos, secundário também no meu ponto de vista. Todavia, foi importante porque conheci mais um pouco da crença e práticas dos mórmons. O assunto "batismo pelos mortos" encaminha-se agora para um novo foco, ou seja, a pregação do Evangelho, por Jesus, no mundo espiritual. Pelo que entendi, os mórmons, convictos de que a salvação continua sendo oferecida no mundo dos desencarnados, apressam-se por batizar os supostos crentes, na suposição de que eles ouviram e creram. A pregação de Jesus, nesses casos, produziria uma meia salvação, pois ficaria na dependência do batismo pós-morte a ser providenciado por Sua Igreja, aqui na terra. O foco da questão  fica circunscrito às seguintes questões: Jesus continua pregando "o Evangelho"? Se os "presos" aceitarem a pregação e se converterem, Jesus não poderá perdoá-los porque depende do batismo? Questões que continuarão a ser examinadas.
 
Em Cristo
 
Pr Airton Costa

 

----- Original Message -----
From: Airton Evangelista da Costa
To: Apologetica Aplicada
Sent: Monday, December 30, 2002 11:50 AM
Subject: Fw: [Apologética Aplicada] I Corintios 15:29

 
Amado Irineu,
 
As respostas estão a seguir. Por motivo de viagem, demorei um pouco. Estarei respondendo/argumentando o essencial para evitar repetições. Aproveito a oportunidade para desejar-lhe um feliz e próspero Ano Novo, juntamente com seus familiares.
Pr Airton Costa.

 

 
----- Original Message -----
From: irineu
To: defesadafe@yahoogrupos.com.br
Sent: Monday, December 23, 2002 1:07 AM
Subject: [Apologética Aplicada] I Corintios 15:29

 
Prezado Pastor Airton,
 
Contextualizando a escritura de I Coríntios 15:29.
 

IRINEU - Mesmo que alguns não admitam citações fora da Bíblia, é muito comum exemplificar alguma crença a partir destas, quando estas evidenciam algum suporte para a crença de quem está usando-as.

 

Isso ocorre com os mórmons, evangélicos, católicos e tantos outros, portanto não vejo nenhum dolo em utilizar-me desse contexto para evidenciar que esta prática não foi apenas usada na época de Paulo, mas segui-se por muito tempo dentre os primeiros cristãos e até hoje é praticada pelos Cristãos Mandeus que têm sua descendência religiosa traçada até os discípulos de João Batista.

 

Tal prática é citada também nos apócrifos Pastor de Hermas e Evangelho de Nicodemos. Era prática comum entre os Cristãos Cerintianos e Marcionitas do segundo século. Era comum na Igreja cristã Copta (Egípcia) até o século V, quando foi suprimida pela Igreja de Roma.

 

Os testemunhos dos relatos do Concilio de Cartago(397 A.D) deixa claro que os cristãos da época praticavam o batismo vicário pelos mortos, porque no cânon sexto daquele concilio, a igreja dominante proibia qualquer futura administração do batismo pelos mortos.
 
AIRTON -  Se se trata de prática não amparada pela Bíblia, não deve ter acolhida, mas refutada.

 

Por muito tempo, todos eram unânimes em condenar ao castigo eterno todos os que morriam sem aceitar Cristo, mesmo que não tivessem ouvido seu nome. As igrejas também proclamavam a condenação como o destino das criancinhas que morriam sem as cerimônias da Igreja, incluindo o batismo, embora elas não pudessem agir por si mesmas. Esse destino aplicava-se também às nações pagãs que nunca ouviram o nome de Cristo.
 
O princípio envolvido na crença e na prática do batismo pelos mortos não é hoje advogado apenas pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a única dentre as igrejas cristãs, no ocidente, a praticar o batismo por aqueles que morreram sem conhecer a Cristo.
 
AIRTON - O entendimento de que a IJCSUD é realmente uma igreja cristã poderá ser debatido nesta lista, a partir de novos assuntos a serem colocados em discussão.
 
IRINEU - Alguns pregadores compreenderam a necessidade do principio de salvação para os mortos para satisfazer a justiça de Deus.
 
A Sra. Pearl S. Buck (notável escritora presbiteriana), autora de “A Boa Terra” e “Filhos”, dentre muitos outros livros, foi julgada pela Igreja Presbiteriana porque discordou de sua doutrina de que as nações pagãs seriam condenadas, a menos que aceitassem o evangelho cristão.

A Sra. Pearl S. Buck, que se valeu de sua experiência como missionária presbiteriana na China para escrever duas novelas das mais vendidas, enfrentou a excomunhão como resultado de recentes escritos que divergem das doutrinas fundamentais da Igreja, conforme revelado numa reunião do presbitério de New Brunswick, New Jersey, EUA.
 
John Frederick Denison Maurice, professor de Teologia no Kings College de Londres, foi demitido de sua cátedra por causa de sua teologia considerada heterodoxa com respeito à punição eterna, publicada em 1853 em seusTratados Teológicos, (Veja Encyclopedia Britânica, 11 edição, vol. 17, p. 910.). Ele ensinou que as revelações do amor de Deus para conosco, encontradas no evangelho, não são compatíveis com sua permissão de que qualquer das criaturas que ele tenha amado seja destinada a um tormento sem fim.
 
No leito de morte, em 1872, um de seus companheiros de ministério deu-lhe a triste noticia de que não mais pregaria o evangelho. Diz-se que ele reuniu todas as suas energias e, erguendo-se na cama, declarou: “Se não mais puder pregar o evangelho aqui, eu o pregarei em outros mundos.”

Henry Ward Beecher, um influente clérigo americano (1813-1887), proferindo uma palestra em Nashville, Tennessee, sobre "O que o cristianismo tem feito para civilizar o mundo", disse:
“Que tem a África feito pelo mundo? Ela nunca produziu um sábio, um filósofo, um poeta, nem um profeta, e por que não? Porque o nome de Cristo e a influência do cristianismo são pouco conhecidos em suas obscuras regiões. Milhões de seus filhos viveram e morreram sem ouvir a verdade. Que será deles? Serão condenados para sempre? Não, não se meu Deus reinar, pois eles ouvirão o evangelho no mundo espiritual.”
 
O professor A. Hinderkoper, escritor alemão diz: “Nos séculos dois e três, cada ramo e divisão da Igreja Cristã, até onde seus registros permitem julgar, acreditava que Cristo pregou aos espíritos que se foram.” (Ben E. Rich, Scrapbook of Mormon Literature, 1910, pp. 321-322.)

Também reproduzo a citação do famoso comentarista Dr. Adam Clark (muito utilizado pelos escritores evangélicos) ao comentar “De outra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos? Se absolutamente os mortos não ressuscitam, por que então se batizam por eles?".

 

Diz Clark (os grifos são meus): “Este, certamente, é o versículo mais difícil do Novo Testamento, pois, não obstante, o empenho de grandes e sá­bios homens para explicá-lo, existem hoje em dia, quase tan­tas interpretações diversas quantos são os intérpretes. Con­tudo, apesar de seu sentido enigmático, esta passagem da Es­critura faz parte do serviço funerário prescrito na Igreja Episcopal e é devidamente falada pelo sacerdote em todo fune­ral.

 

AIRTON - De nada valem as opiniões desses pregadores, se não houver suficiente esclarecimento e respaldo bíblico.

 

IRINEU - Mas, onde está a dificuldade de compreensão? Seu senti­do é evidente e óbvio, e somente quando tentamos considerá-­la em sentido figurativo é que surgem as dificuldades. Está claro que nos dias de Paulo a ordenança do batismo pelos mor­tos era tanto compreendida como praticada, e o argumento do apóstolo em apoio à doutrina de uma ressurreição literal é perfeita: Se os mortos absolutamente não ressuscitam, por que então se batizam pelos mortos?"

 

A citação de Paulo é muito clara: "De outra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos? Se absolutamente os mortos não ressuscitam, por que então se batizam por eles?"

 

Lendo o contexto do capítulo 15 de I Corintios percebe-se que Paulo está defendendo a doutrina da ressurreição e usa essa prática (ou ordenança) cristã para reforçar seu argumento.

 

Quanto a questão do "eles" (isto é, de Paulo não usar "nós" na referência à prática), esse texto no grego original encontra-se na voz passiva, e não na ativa, ficando assim fácil entender o que Paulo está dizendo. 

 

No grego é: "Por que batizam-se então pelos Mortos", ao invés de "Por que se batizam eles então pelos Mortos"

 

Ou seja, na primeira frase (como está no original grego) o sujeito é indeterminado (pode ser eu, nós, vós, paranaenses, paulistas, mineiros, qualquer um), enquanto na segunda (como foi traduzida) o sujeito é determinado "eles" (Os Coríntios). Evidencia-se que os Cristãos primitivos o praticavam.

 

Outro ponto a ser considerado é que a preposição grega Hyper com um genitivo significa “em lugar de” ou “em favor de” como da mesma forma está em ITess. 5:10: “que morreu por nós” e também em ICor. 15:3: “...que Cristo morreu por nossos pecados...”. Ou seja, "em nosso favor", "em nosso lugar", da mesma forma que Paulo expressa aos irmãos de Corinto na passagem de 1Cor. 15:29.

 

AIRTON - Quanto ao versículo de 1 Co 15.29, expressei meus argumentos em mensagem de 20.12.2002. Desnecessária vã repetição.Transcrevo apenas o seguinte trecho: "Não entendo assim. Como já explicado acima, Paulo fala de um grupo que pratica o batismo pelos mortos e que não acredita na ressurreição. Paulo e sua igreja   não estão incluídos nesse grupo  Quando ele diz “se absolutamente os mortos não ressuscitam” não está afirmando exatamente isso, ou seja, que os mortos não ressuscitam. A bem da verdade, está usando o contraste como recurso de argumentação, para ressaltar a incoerência dos que assim procediam. Em outras palavras, disse: “Se eles acreditam que não há ressurreição dos mortos, como eu ensino e acredito, por que batizam em lugar dos mortos?. Nisto vê-se incoerência na tese que eles defendem”.

 

O Dr. S. Parkes Cadman, famoso pregador radialista e ex-presidente do Conselho Federado das lgrejas da América, discutiu a seguinte questão pelo rádio para milhões de ouvintes:

Pergunta - Em sua opinião, o que será das almas que nesta vida não tiveram oportunidade de aceitar ou rejeitar a verdade como encontrada nos evangelhos?

Resposta - "Aqueles que nunca ouviram o nome de Jesus desde que os seres humanos apareceram pela primeira vez na terra, constituem a grande maioria que viveu e morreu aqui. Além disso, centenas de milhões que agora vivem estão em idênticas condições.

 

Mesmo hoje, existem multidões nas terras cristãs que, por causa das circunstâncias de seu nascimento e criação, são quase tão ignorantes da fé no Novo Testamento como o foram os antigos gregos que nunca ouviram falar de Cristo. Imagine-se também as hostes de crianças inocentes que morreram antes de chegar à consciente responsabilidade de sua própria vida. Mesmo quando compreendida vagamente, sua pergunta seria insuportavelmente opressiva se ninguém, com exceção dos que inteligente e voluntariamente acreditaram em Cristo, fosse admitido no futuro à Presença Divina" .

 
Ele prossegue dizendo: "Se, como somos ensinados a crer, as incalculáveis miriades de seres humanos que ocuparam, ou ocupam agora esta vida, existem para a eternidade e devem passá-la em algum lugar, como podemos limitar a eficácia redentora do amor divino à breve passagem da existência mortal do homem?
(Millennial Star, vol. 98, 13 de agosto de 1936, p. 514.)
 
AIRTON - O amado já me perguntou, e eu respondi, sobre a situação dos que nunca ouviram falar em Jesus. Creio ser desnecessária a repetição de tais fragmentos. Transcrevo parte do trecho de minha exposição em 13.12.2002:

===IRINEU - Pessoas essas que nunca ouviram falar de Cristo, inclusive existindo em nossos dias muitos lugares onde o evangelho não é pregado. E essas pessoas se já não morreram vão morrer sem esse conhecimento.  O que acontecerá com essas pessoas? Estarão salvas? Perdidas? Qual sua opinião sobre?

==="AIRTON – A Lei de Deus foi promulgada de forma gradual da seguinte forma; (a) escrita na natureza (Sl 69.1; Rm 1.20); escrita na consciência dos homens (Rm 2.14-15); escrita em tábuas de pedra (Êx 24.12); por meio de Cristo, a Palavra Vivente (Jo 1.14); pelas escrituras (Rm 15.4); no coração (Rm 2.14-15; 10.8; Jr 31.33); por meio dos filhos de Deus, como “cartas vivas” (2 Co 3.2-3)".

AIRTON - Não é preciso  que o Evangelho continue sendo pregado no além para que os mortos não sejam julgados  injustamente, em razão do desconhecimento da lei. O mormonismo bem que poderia reavaliar suas posições.  Veja Romanos 1.20-22: "Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis, porque tendo conhecido a Deus não o glorificaram como Deus, ne  lhe renderam graças,  mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e o coração insensato deles obscureceu-se". Não há, portanto, como "desculpar-se" alegando desconhecer a lei de Deus.

 
IRINEU - O batismo em favor dos mortos é uma doutrina cristã que reflete a divina singularidade da convivência pacífica entre a lei da misericórida e da justiça onde ambas são plenamente satisfeita mantendo nosso Pai Celestial como nosso Deus também em sabedoria e perfeição.
 
AIRTON - Essa é a opinião do mormonismo. Não se trata de doutrina cristã. O cristianismo  ensina que não há uma nova chance. O mormonismo ensina o contrário. Vejamos o que diz a Bíblia:
 
1)"Os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro, para o encontro do Senhor nos ares" (1 Ts 4.16-17; 1 Co 15.51-54).
 
- A esperanaça da salvação para os homens está condicionada à sua fé e permanência em Cristo até o momento da morte.  "Bem-aventurados e santos os que têm parte na primeira ressurreição. Sobre estes não têm  poder a segunda morte" (Ap 20.6).  Os que morreram sem Cristo estão condenados: "Aquele que não crê [no Filho] já está condenado" (Jo 3.18). Leia: "Mas os outros não reviveram..." (v.
5). "E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo" (v.15).
 
- Não serão salvos, por exemplo, os incrédulos, abomináveis, homicidas, adúlteros, feiticeiros, idólatras, mentirosos, ou seja, os que, ao morrerem, se encontrarem em pecado, sem Cristo (Ap 21.8; 22.15). Não haverá nova chance, nova pregação.
 
2) Na parábola do rico e Lázaro Jesus nos ndiz que os justos, ao morrerem, irão para um lugar de paz; os injustos, para um lugar de tormentos (Lc 16.19-31). Entre esses dois lugares há "um grande abismo" que não pode ser transposto. O que está em tormentos, porque morreu em pecado, sem Cristo, não pode passar para o lugar de paz (v.26).
 
- Compreende-se pelo contexto que a situação do rico é irreversível. Ele mesmo admite que somente pelo arrependimento seus irmãos, vivos, estarão livres do castigo eterno (v.30). Veja que Abraão não acena com a possibilidade de um arrependimento/conversão no além. Diz: "Lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, ao passo que Lázaro somente males, mas AGORA ele é consolado e tu atormentado" (v.25).
 
- Se houvesse chance, Abraão diria mais ou menos assim: "Não fiques angustiado, meu filho. Terás oportunidade de reconciliação com Deus. Aguardes a visita de Jesus ou de um mensageiro, que te pregará o evangelho da salvação. Futuramente, poderás passar para este lugar de paz" . Ao contrário, disse que não havia possibilidade de salvação.
 
3) JESUS: "Quem não crê já está condenado" (Jo 3.18). Ao morrer em pecado, o homem segue para condenação, porque "nenhuma condenação há para os que ESTÃO em Cristo Jesus" (Rm 8.1). Logo, há condenação para os que não estão em Cristo.
 
4) "Aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo (Hb 9.27). Não sei porque o mormonismo considera possível a segunda chance mediante pregação, fé e batismo por representação, se ensina o seguinte:
 
a) "E eis que vos digo [não sei quem está dizendo a quem, mas deve revelação recebida pelo "profeta" J. Smith): Depois virá a morte, uma segunda morte, que é espiritual. Então é chegado o tempo em que aquele que morrer em seus pecados, quanto à morte temporal, também morrerá espiritualmente, sim, morrerá para tudo quanto pertence à justiça" (Alma 12.16);
 
b) "Será então chegado o tempo em que seus tormentos serão como um lago de fogo e enxofre, cuja flama ascende para sempre...serão acorrentados à DESTRUIÇÃO ETERNA..." (Alma 12.17); "E digo-vos que então eles estarão como se nenhuma redenção houvesse sido feita, pois não poderão ser remidos segundo a justiça de Deus" (Alma 12.18).
 
c) "Foi decretado que o homem morreria, e depois da morte viria o juízo, sim, o mesmo julgamento do qual falamos, que é o fim" (Alma 12.27). Só tenho a concordar com tais ensinos porque acordes com a Bíblia Sagrada, salvo se outra for a interpretação. Pelo que entendi, o mormonismo está dizendo que não haverá chance no além. Confirmada minha interpretação, estaríamos diante de inconsistência doutrinal, sujeita a reparos.
 
5) "E irão estes para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna" (Mt 25.46). Jesus fala do severo castigo para os que, EM VIDA, não praticarem a justiça de acordo com seus ensinos. Não enxergamos onde estaria uma segunda chance para esses condenados.
 
6) "Os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida, e os que praticaram o mal, para a ressurreição da condenação" (Jo 5.29). Este versículo está em conformidade com 1 Ts 4.16-17 e outros já citados. Veja: "Muitos dos que dormem no pó da terra ressurgirão, uns para a vida eterna, e outros para a vergonha e desprezo eterno (Dn 12.2). Isto confirma Hebreus 9.27, ou seja, a alma dos mortos ficam numa situação irreversível, aguardando o momento do Juízo Final. O mormonismo ensina também assim, salvo melhor juízo.
 
Fraternalmente,
 
Irineu
Airton

Cap. 25