Uma RESPOSTA ÁS Críticas da Revista Super-Interessante Sobre A Bíblia


Algumas Matérias São Veiculadas Com o Intuito de Desmerecer a Santa palavra de Deus


 

Creio que existam ou deva haver erros históricos na Bíblia, contudo a Super Interessante deixou de levar em conta uma regra básica da Arqueologia, que diz: "A ausência de evidência não é a evidência da ausência!"

 

Por exemplo, até 1993 era consenso entre os arqueólogos que o Rei David nem existira, sendo simplesmente um mito, após a descoberta da Estrela com a inscrição de seu nome, tudo bem, foi promovido de mito inexistente para líder rebelde das montanhas de Israel (o que para mim é muito estranho, somente reinos bem estabelecidos poderiam mobilizar recursos para construir monumentos com o nome de seus reis gravados...)

 

A informação que A Super dá de que não existiam camelos domesticados na época de Abraão está errada. Há relatos nas crônicas egípcias que os povos desta era já bebiam leite de camelo e uma grande quantidade de ossos de camelo já foram encontrados junto com restos de civilização humana da época de Abraão, indicando o grau de domesticação dos animais.

 

A Super fala ainda da análise filológica da Bíblia para justificar a mudança de datas conforme a cronologia bíblica, mas existem outros dados filológicos que colocariam as datas conforme citadas na Bíblia dentro do mais provável e plausível, enquanto as novas datas conforme propostas por alguns arqueólogos dentro de uma possibilidade bem ínfima. Por exemplo, os nomes Amoritas imperfeitos (Ybrahim, Ysaac, Yacob, Yudah,...) são muito mais prováveis de fazer parte da época de Abraão conforme relatada no Gênesis do que o proposto por alguns arqueólogos conforme a Super

Interessante propõe (24% contra menos de 0,4%!)

 

A hipótese do dilúvio ter sido importado depois do Cativeiro babilônico por Israel, é possível mas deixa no ar várias outras perguntas. Por exemplo, como os Índio americanos Maias podiam possuir um mito semelhante, acaso teriam eles sido escravizados também pelos Babilônios, ou a catástrofe teria sido de proporções tão imensas que teria sido contada e recontada entre vários povos, mantendo pontos comuns e divergindo em pontos menores e detalhes com o repassar da História!?

 

Diz a revista: "Cristo filho de um soldado Romano"

Novamente, isto não é contado em parte alguma das centenas de apócrifos que existem, isto eram opiniões de críticos pagãos do Cristianismo no século III DC, como Celso e alguns outros apologistas pagãos. Esta idéia foi ressuscitada durante a II Guerra Mundial pelos Nazistas, afinal ter Cristo como um pai ariano (Soldado Romano) era muito mais nobre do que tê-lo exclusivamente judeu (Maria). 

 

Sobre estas histórias, Willian Durant (agnóstico), o maior historiador do século XX escreveria:"As histórias que mais tarde circularam, de Celso e outros, sobre Maria com um soldado Romano, são por unânime consenso crítico "fabricações grosseiras" (César e Cristo, pág. 437).

 

Diz a revista: "Os pergaminhos do Mar Morto não esclarecem muita coisa sobre Jesus".

Como os essênios fecharam sua Biblioteca antes da invasão romana em 70 DC, quase no mesmo período em que os primeiros evangelhos estariam sendo compilados, não era de se esperar muita coisa mesmo sobre escrituras Cristãs entre a Biblioteca dos essênios, contudo, um fragmento do Evangelho de Marcos foi encontrado em uma das cavernas, o que mostra que os essênios provavelmente aceitaram a pregação Cristã, consideraram Marcos como escritura a ponto de já o incluir em sua Biblioteca e devem ter fugido da Palestina junto com os outros Cristãos antes da invasão Romana, guiados por uma revelação dos líderes Cristãos de Jerusalém, conforme citado por Eusébio em sua História Eclesiástica.

 

Diz a revista: "Cristo foi um líder rebelde político, não religioso"

Surpreende-me o fato de vários e vários repórteres ficam repetindo isso “ad nauseum” baseados apenas nos relatos dos Romanos. Esta era a versão oficial de Roma, a tabua com a inscrição INRI (Iesus Nazarenos Rex Iudah) era a acusação formal contra Cristo pelo qual foi crucificado, Jesus não poderia ser crucificado de acordo com a Lei Romana por pregar uma religião, isto os evangelhos deixam bem claro.

 

Se Cristo chamou 12 apóstolos, depois mais 70 discípulos, e os mandou de dois em dois a todas a nações para pregar o evangelho e estes discípulos obedeceram e foram martirizados nas mais remotas partes do planeta, como podem restringir a mensagem de Cristo ao de um rebelde palestino, cuja mensagem seria mais específica e localizada?

 

Como explicar o fato da comunidade cristã em Roma no ano 50 DC já estivesse convulsionando os judeus a ponto de gerar um decreto do imperador Cláudio, conforme contado por Suetônio (125 DC) e citado em Atos 18:1, muito tempo antes de Paulo por lá aparecer? Não era isso uma nova religião baseada nas próprias ordens deixadas pelo Jesus de Nazaré?  

 

Como diria Hegel, tese e antítese devem existir para se extrair a síntese! 

 

Marcelo Silva,

Membro da Igreja,

São Paulo


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